Referências iniciais…

Como disse na primeira página, se a carreira não foi um estrondoso sucesso, pelo menos foi muito divertida… tragicômica em alguns momentos.

Neste espaço virtual, compartilharei algumas lembranças, ilustradas na medida do possível.

A lembrança mais antiga que tenho com música é de estar no carro com meus pais e minhas irmãs e tio Dedê, (Didier Deslandes) irmão de meu pai, na janela dizendo: – Tem que levar este menino para a televisão. E meu pai respondendo: – Não, ele vai ser jogador de futebol…

Deve ser daí que vem este meu ódio profundo e verdadeiro ao futebol e a todo este circo em volta de seus palhaços. Deve ser por isso também que eu tenho várias fotos, com diversas camisas dos clubes de futebol de Curitiba, sempre emburrado…

Meu tio produzia um programa na TV Tupi (eu acho) sobre talentos locais, e naquele dia, em alguma festa de família eu tinha cantado “Era um garoto que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones” (Os Incríveis 1967) inteirinha, afinado e no ritmo, segundo contam as estórias de família. Eu devia ter uns 4 anos de idade, ou menos.

Anos depois, veio morar com a gente, minha prima Cristina que, muito bonita, sempre tinha muitos pretendentes a namorado. Minha mãe me mandava ficar de “vela”, e lembro de um deles, Ralf, que tocava violão muito bem. Era o único daquela época que eu não reclamava. Ralf tocava realmente muito bem; e não só os sucessos do momento: ele tocava violão “clássico”!

Eu devia ter uns 10 ou 11 anos e quando mudei de escola, na sétima série para o Col. Arnaldo Busato (na rua de casa) conheci outras figuras muito importantes na minha formação musical.

O primeiro foi Rubrão (Osvaldo). Todo mundo por ali achava que rubro significava “negro” e como Osvaldo era negro mesmo, pra não chamar de negão, chamavam de rubrão… eu só fui aprender o significado de rubro no segundo grau…

Ele vivia no bar que era na esquina do Colégio, sempre com um violão ou um taco de bilhar na mão. Tocava tudo. Tudo de ouvido. E todo mundo, até Ralf, o respeitava muito como músico.

O outro foi Renato Quege, vizinho de algumas quadras, que tocava rock. Foi a primeira vez que eu vi alguém tocar Stairway to Haeven. Cabeludo, baixista, ídolo das meninas.

Os dois tinham algo em torno de 16 anos.

Comecei a aporrinhar meus pais para me comprar um violão e, a pensar seriamente em ser músico.

Violão Tranquillo Giannini
Violão Tranquillo Giannini

Stairway to Haven na hora da homilia/consagração foi meu primeiro grande sucesso.

O padre achava estranho, mas o povo gostava e a voz do povo… já sabe né. E como eu também tocava todas as músicas do Pe. Zezinho, ele me perdoava…

Como aprendi? Olhando. Olhando muito atentamente todos estes três e, repetindo em casa, no quarto, zilhões de vezes até ficar parecido.

Meu primeiro “professor” mesmo, de violão eu só fui ter aos 16 anos.

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